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Inquérito internacional revela que maioria dos europeus e americanos rejeita liderança da Rússia e da China
A maioria dos europeus e os norte-americanos não aprova uma intervenção na Síria.
A 12ª edição do inquérito anual internacional, “Transatlantic Trends”, divulgado hoje, em Lisboa, pela Fundação Luso-Americana (FLAD), revela que 72% dos europeus e 62% dos americanos inquiridos não são a favor de que os seus governos participem no conflito.
Por outro lado, menos de metade dos americanos (47%) diz preferir a democracia à estabilidade nos países de Norte de África e Médio Oriente onde têm ocorrido convulsões sociais, no âmbito da chamada Primavera Árabe. Opinião inversa tem a maioria dos inquiridos europeus: 58% considera a democracia mais importante que a estabilidade, nesses países.
Apesar de tanto europeus como americanos condenarem uma intervenção militar na Síria, liderada e pressionada pela administração Obama, a maioria (55%) dos inquiridos no Velho Continente diz ser desejável que os Estados Unidos exerçam uma forte liderança nos grandes temas globais, sentimento semelhante ao manifestado em 2012. 
De resto, e de acordo com o inquérito, quase três em cada quatro europeus (70%) continuam a ter opinião favorável dos Estados Unidos e 69% aprovam a política internacional do presidente Barack Obama, embora as opiniões em cada um dos países da Europa variem muito. Nesta último ponto, Portugal encontra-se um pouco acima da média, com 75% dos entrevistados a mostrarem-se favoráveis às políticas do chefe de Estado norte-americano.
Por outro lado, o apoio à liderança da União Europeia (UE) na cena mundial também se mantém forte, com 71% dos europeus e 57% dos americanos a afirmar ser desejável uma liderança forte da UE. Dentro do espaço comunitário, esse apoio subiu no Reino Unido (60%), mas desceu na França (68%) e na Espanha (56%).
Já em relação ao peso de outras potências no plano geoestratégico, americanos (46%) e europeus (65%) manifestam oposição a uma liderança global russa. Opiniões negativas sobre a Rússia foram registadas em 59% dos americanos inquiridos, 62% (mais 7 pontos percentuais que em 2012) dos europeus.
A posição é semelhante quando se trata de avaliar uma liderança global chinesa, questão que surgiu pela primeira vez num inquérito “Transatlantic Trends”. Pouco menos de metade dos inquiridos americanos (47%) disse ser algo indesejável, tal como 65% dos europeus. Da mesma forma, 58% dos entrevistados nos Estados Unidos e 60% dos europeus revelaram ter uma visão desfavorável da China


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