Falta luz!



CUSTO MÉDIO DE PRODUÇÃO, EM US$, POR KILOWATT INSTALADO em 2001.
Energia Nuclear US$ 10.000
Energia Térmica US$ 5.000
Energia Hidráulica (micro usina) US$ 1.600
Energia Hidráulica (mini usina) U$ 800S
Energia Hidráulica (grades usinas) US$ 400

Hoje em 2011 temos um novo panorama.
Vocês ja viram na TV um comercial com o Skaf, sobre a nova campanha da FIESP: Energia a Preço Justo. Bom, pessoal, independente de ter ou não um sentido eleitoreiro enfronhado na campanha, o tema é pertinente a todos os brasileiros, principalmente aos empresários e gestores. Nosso consumo de eletricidade tem crescido a uma média de 3% ao ano. A atividade industrial é a que mais consome energia – 46% do total gerado no País. Em seguida vem o setor residencial, com 23%, e o comercial, com 14% (fonte: IDEC). – Só isso é suficiente para dar uma idéia da importância do custo da energia na vida de todos, e justifica a campanha da FIESP. O quanto pagamos pela energia afeta todos os setores da sociedade e encarece todos os produtos e serviços, tirando do bolso de empresários e cidadãos comuns um dinheiro que poderia ser destinado a muitas coisas, como melhoria no estilo de vida, na gestão das empresas, treinamento… Sem falar na redução do custo dos produtos!
Segundo dados da Firjan, o Brasil tem a quarta tarifa de energia industrial mais cara do mundo, atrás apenas da Turquia, República Tcheca e Itália. Em média, a indústria brasileira paga R$ 329 por megawatt-hora (MWh), quase 50% a mais que a média mundial. Veja no infográfico da Exame e compare com outros países.
Esse também é um dos fatores que reprime o empreendedorismo no país e os investimentos industriais de empresas nacionais e estrangeiras, contribuindo para o cenário de desindustrialização que vem se configurando nesta década.
Segundo informa o site da campanha, para viabilizar a construção das hidrelétricas que produzem mais de 75% da energia consumida no país, o governo faz contratos de concessão com empresas e o investimento é recuperado cobrando-se um valor adicional nas contas de luz. As concessões das usinas mais antigas do Brasil venceram em 1995. Na época, as companhias receberam compensações bilionárias, equivalentes a aproximadamente 144 bilhões de reais, em valores de hoje. Além disso, tiveram seus contratos prorrogados sem leilão, sem concorrência, por mais 20 anos, totalizando uma media de 56 anos de concessão. Ou seja, os brasileiros já estão pagando essa conta há mais de cinco décadas. Tempo mais que suficiente para pagar os investimentos. Reduzir o preço da energia permitirá que as famílias economizem na conta de luz, que os produtos fiquem mais baratos, que as pessoas comprem mais. Isso movimenta toda a economia, gera empregos, enfim, todo mundo ganha.
A forma adotada pelo Brasil para produzir energia elétrica é uma das mais baratas e sustentáveis que existem. Para terem uma idéia, o custo médio de produção, em US$, por kilowatt instalado, varia de US$ 10.000,00 (no caso de energia nuclear), passando por aproximadamente US$ 5.000,00 (energia térmica – carvão – principal fonte usada nos EUA) e chegando ao baixíssimo valor de US$ 400,00 (energia gerada por hidrelétrica – nosso caso)! Então, porque temos de pagar uma média de R$ 329,00 / MWh enquanto nos EUA esse valor é de R$ 124,70 / MWh?






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