Conhecimento científico e senso comum!


Se o conhecimento científico é o conhecimento de todos os homens e representa o grau máximo ao qual a humanidade chegou na interpretação de seu mundo e na criação de mecanismos e procedimentos para interferir neste, interessa-nos discutir se, da mesma maneira, podemos dizer que este conhecimento é de todos os homens e serve realmente a todos os homens. Neste sentido, julgamos conveniente explorar um pouco a maneira como a ciência vem se desenvolvendo e a maneira como ela chega ao conjunto dos homens enquanto conhecimento. Em outras palavras, julgamos conveniente fazer uma crítica da relação entre ciência e sociedade com o intuito de identificar até que ponto a ciência nos serve a todos e até que ponto existe problemas que impedem que isso aconteça.

A ciência desenvolveu - em todas as áreas - uma linguagem própria cuja compreensão passou a exigir níveis de formação escolares cada vez mais elevados. Como os sistemas escolares não garantiram o acesso ao conhecimento para toda a sociedade, grande parte dos indivíduos foi pouco a pouco marginalizada do saber científico que, por fim, passou a ser propriedade de alguns poucos grupos sociais, notadamente daqueles que dispõem de condições econômicas para adquiri-lo. Hoje, o complexo discurso científico, vale dizer, atinge inclusive a própria comunidade científica na medida em que “o avanço da especialização torna impossível ao cientista, e já não apenas ao cidadão comum, compreender o que se passa (e porque se passa) à volta do habitáculo (cada vez mais estreito) em que a ciência se desenvolve. Problemas sugerem pesquisas mas até que ponto o excluido tem a possibilidade de teorizar sobre esse aspectos, disseminar e apoiar a educação em todas as bases e a questão ou está exclusão faz parte desta chamada globalização ou podemos dizer terceirização para uma maximização dos lucros (Simplesmente excluzão social em sua maxima) !

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